O poema de hoje não pode ser
traduzido para inglês porque perde o sentido. Trata-se de um poema da minha
autoria escrito com diversos termos da linguagem transmontana que tenho vindo a
aprender desde que me mudei para aqui.
Claro que não esgoto os termos
aqui, apenas utilizo alguns de uso mais corrente para ilustrar as
particularidades da linguística desta região do País.
Today's poem can’t be
translated into English because it
loses meaning. It is a poem of my own writing
with many terms
of language of Trás-os-Montes (Northern Region of Portugal) that I
have been learning since I moved here.
Of
course not drain
the terms here, I just use some more commonly used to illustrate the linguistic particularities of this region of the
country
O meu chuço ficou em casa,
Chove que deus a dava,
Enquanto descia para baixo
Até parecia que nevava.
| Verão 20010 / Summer 2010 |
Sente-se um frio do carai
Está um ar de neve
Aqui o Inverno é rigoroso
Não pode ser encarado de ânimo
leve.
Puxo pelo garavelho
Tenho a gaveta fechada
Tranquei-a com um aloquete
Ora, hoje não abro nada.
O meu olho é bem vivo
Com certeza sou muito guicha
Fico atenta e vou aprendendo
Aqui não pode faltar caldo e bicha.
Sou uma alfacinha de gema,
Uma Lisboeta vinda de fora
Sabe-me pela vida
Estar aqui agora.
Subindo até cá acima
Para cá do Marão
Não há sombra de dúvida
Que mandam os que cá estão.
19/02/2014
Significado
das Palavras
Aloquete
= Cadeado
Caldo e bicha = Sopa e Sexo
Carai =
Caraças (calão)
Chuço =
Chapéu
Garavelho
= Puxador
Guicha =
Esperta
Lisboeta
= Alfacinha, Natural de Lisboa
Ora =
Agora (expressão muito utilizada)
Pleonasmos
descia para baixo = Descer
Subindo até cá acima = Subir
Ditado
Popular
"Para lá do Marão mandam
os que lá estão…"
Até Já /
See you soon

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