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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Se queres uma profissão com futuro, não escolhas Ciências Documentais / If you want a career with a future, do not chouse Sciences of Documentation






Olá, já faz algum tempo que não atualizava este blogue, tenho estado mais centrada noutros projetos e também estive a preparar-me para concursos profissionais na área das Ciências Documentais.
Mais uma vez tentei a minha sorte, desta vez concorri para um lugar como técnica superior na Biblioteca Municipal de Bragança, mas como sempre já tinham a pessoa para o lugar, o concurso era uma mera formalização do vínculo de alguém que já estava a exercer as funções, mas não ganhava como tal. Até ai o concurso até me parece legítimo porque as pessoas merecem ter os seus lugares de trabalho e se são boas a fazê-lo, mais ainda. Só é pena é abrirem concursos e não poderem ser céleres informando os candidatos à partida que o lugar já se encontra ocupado.
Sendo assim, vivendo eu em Chaves, tive de fazer 3 deslocações à cidade de Bragança para prestar provas. Pelo menos obtive aprovação em todas as etapas, mas fique em 5 lugar, logo apesar de ter arcado com todas as despesas das deslocações, não fiquei com a colocação.
Posso-me felicitar porque pelo menos entrei neste concurso, porque já fui excluída de vários devido à declaração da entidade patronal. Um motivo que me parece pouco plausível visto ser da responsabilidade de terceiros e não redigido por mim. E também fiquei contente por ter constado na lista final de colocados, mas era apenas 1 lugar.
Enfim, conclui o mestrado em 2009, estamos agora no início de 2015 e sinceramente já não consigo acreditar que possa voltar a trabalhar em bibliotecas e exercer o curso pelo qual me esforcei e paguei e que o Estado Português também pagou utilizando o dinheiro dos contribuintes.
O sistema de ensino português está muito mal pensado e sinal disso é o elevado número de pessoas formadas e que não conseguem colocação. Não sou caso único, há muitas pessoas na mesma situação que eu.
Perante esta dura realidade, cansei-me de concorrer, no fim são mais cerca de 300 euros líquidos por mês. Já me desgastei muito, li muito, queimei as pestanas na Licenciatura, no Mestrado, para tantos concursos que perdia a conta, para no fim continuar no mesmo lugar. Perdi horas preciosas da minha vida que podia ter perfeitamente dedicado as coisas bem mais úteis.
Mas o sistema está montado da forma que todos sabem e eu não consigo uma oportunidade para obter uma colocação condigna com a minha formação, os meus conhecimentos e habilitações, apesar de a lei prever que um funcionário deve ser colocado num local o mais adequado possível às suas funções, na realidade isso não se verifica.
Sou formada numa área ligada às letras e à cultura, mas exerço funções de contabilidade, tem tudo a ver, não tem?
A partir de agora só tenciono fazer esforços no sentido de um emprego no estrangeiro, emigrar poderá ser a minha última investida.
Mas para já apenas vos aconselho, se não estiverem firmes num emprego numa biblioteca e com possibilidade imediatas de ascensão, não escolham esta área profissional pois as saídas profissionais são muito limitadas.
Este é apenas um conselho de quem se apercebeu que o mercado de trabalho não está preparado para receber bibliotecários com formação, empregando muitas vezes para o lugar pessoas sem os requisitos necessários. Esta última afirmação não pretende ser nenhuma crítica às pessoas que trabalham, mas a quem as emprega.
(Continua depois da versão inglesa)

 
Hello, it's been a while that I did not update this blog, I've been more focused on other projects and also been preparing myself for professional competitions in the field of Information Science.
Again I tried my luck, this time I applied for a place as superior technique in Bragança Municipal Library, but as always they already had the person to the place, the contest was merely a formalization of the relationship of someone who was already exercising functions, but did not earn as such. Until then the contest seem legitimate to me because people deserve to have their places of work and if they are good in do it even more. Too bad is they open the contests and can’t be speedy informing candidates at the outset that the place is already busy.
So, while I am in Chaves, I had to make 3 trips to the city of Bragança to provide evidence. At least I got approval at every stage, but I stay in 5 place, so despite having borne all expenses of travel, I did not get placement.
I congratulate me because at least I entered this competition because I was excluded from many due to the employer's statement. One reason that seems implausible to me because that statement is made by a third party and is not written by me. And I was also pleased to have been included in the final list of placed, but it was only one place.
Anyway, I conclude the Masters in 2009, we are now at the beginning of 2015 and sincerely already I can’t believe I can get back to work in libraries and exercise the course in which I struggled and paid and that the Portuguese State also paid using taxpayers' money.
The Portuguese education system is poorly thought out and sign of this is the large number of people trained and can’t get a job place. I'm not a single case, there are many people in the same situation as me.
Faced with this harsh reality, I’m tired of competing in the end are more around 300 euros per month. I have wore me a lot, read a lot, I burned the midnight oil in the Degree in Master, for so many contests that I lost the account for the order to continue in the same place. I lost precious hours of my life that could have perfectly been dedicated to things much more useful.
But the system is mounted in the way that everyone knows and I can’t have an opportunity to get a decent place with my training, my knowledge and skills, although the law provides that an employee should be placed in the most appropriate place to be its functions, in reality this is not the case.
I have a degree in an area related to letters and culture, but I performing accounting functions, is all about, right?
From now on I only intend to make efforts to a job abroad, emigrate may be my last attack.
But for now I only advise you if you are not in a firm in a job in a library and with immediate possibility of rise, do not choose this professional field because the job opportunities are very limited.
This is just one council of who realized that the job market is not prepared to receive librarians with training, employing often replace people without the necessary requirements. This last statement is not intended as any criticism of the people who work, but who employed them.

De qualquer forma vou tentar sempre que possível manter este espaço atualizado. Este espaço é meu e pelo menos aqui eu sou uma bibliotecária. Sendo assim regresso já na próxima segunda-feira e as rúbricas do blogue durante o ano 2015 serão as seguintes:
2ª Feira / Monday – Informática e Literacia Digital / Computers and Digital Literacy
3ª feira / Tuesday Bibliotequices / Library Gossip
4ª feira / Wednesday – Poesia na Butaca / Poetry in Armchair
5ª feira / Thursday – Eventos Culturais / Cultural Events
6ª feira / Friday – As aventuras da Nonô – Escrita Criativa / The Adventures of Nôno - Creative Writing

Estes e outros temas poderão ser encontrados neste espaço público. Sempre que for possível o blogue é atualizado.

These and other topics may be found in this public space . Wherever possible the blog is updated.

Por hoje é tudo, até breve
It's all for today, see you soon



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Faits divers- Sabiam que Marcel Duchamp foi Bibliotecário? / Did you know that Marcel Duchamp was Librarian?


Digitalização da imagem da Biblioteca incluida no livro / Scan of the image of library included in the book- P. 43



“Por volta do fim de 1912, Picabia usou a sua influência para conseguir para Duchamp um lugar de bibliotecário em Saint-Geneviève, onde ele trabalhou até Maio de 1914. Duchamp conseguiu ali não só um pequeno vencimento à hora, como pôde afastar-se dos círculos de pintura e introduzir-se no reino da erudição.” P. 43
Durante um curto espaço de tempo Marcel Duchamp aproveitou a sua incursão pelo mundo dos bibliotecários para aumentar o seu conhecimento através da leitura de livros, dos quais obteve conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento da sua obra.

By the end of 1912, Picabia used his influence to get a place to Duchamp as librarian in Saint-Genevieve, where he worked until May 1914. Duchamp got there not only a small salary at the time, how could he move away from painting circles and introduce himself in the realm of scholarship. "P. 43
For a short time Marcel Duchamp used his foray into the world of librarians to increase is knowledge by reading books, of which obtained fundamental knowledge for the development of his work.

Marcel Duchamp, 1916 - Fotografia a preto e branco tirada por Man Ray / Black and white photograph taken by Man Ray - Digitalização da imagem incluida no livro / Scan of the image included in the book- P. 42


Até Já / See you soon






Bibliografia / Bibliography
Marcel Duchamp : 1887-1968 : a arte como contra-ataque. Jani Mink ; trad. Zita Morais Colónia: Taschen, 2004 (Taschen (Basic Art Series) ; 59).

domingo, 18 de outubro de 2009

Emprego Procura-se em Portugal ou no estrangeiro!

Venho, por este meio, apresentar uma candidatura espontânea para a categoria de técnico superior na área das Ciências da Documentação e da Informação, para prestar serviço em Bibliotecas ou Centros de Documentação.
Conclui recentemente o Mestrado em Ciências da Documentação e da Informação, variante Biblioteconomia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A minha tese foi um trabalho de projecto intitulado: “Definição de uma Política de Indexação numa Biblioteca Escolar e a Recuperação da informação”.
Sou licenciada em História Moderna e Contemporânea, na variante de Gestão de Bens Culturais, no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa.
Possuo experiência profissional na área a que me proponho, pois trabalho em bibliotecas desde 2003. Inicialmente estive num centro de documentação de um Organismo Central da Administração Pública, tendo trabalhado com o sistema de gestão de bibliotecas HORIZON. Encontro-me presentemente a trabalhar numa biblioteca escolar, onde trabalho com o sistema de gestão de bibliotecas BIBLIOBASE.
No que respeita à formação complementar, possuo um curso do Sistema HORIZON e de Catalogação em UNIMARC: Monografias, Publicações em Série e Material não livro. Integrei o programa de voluntariado na Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa onde procedi á catalogação e introdução de existências de publicações periódicas, no sistema de gestão de bibliotecas ALEPH, com uma duração total de 105 horas. Frequento regularmente seminários e formações relacionados com a área das ciências documentais. Tenho experiência no contacto com público adulto e juvenil. Possuo conhecimentos a nível da história, da história de arte, da língua inglesa e das tecnologias da informação e da comunicação.
Os profissionais de ciências documentais estão habilitados a organizar a informação para que esta seja mais facilmente acedida pelos utilizadores que a procurem. O papel principal do bibliotecário é o de mediador da informação, um papel fundamental na sociedade em que vivemos.
Procuro um espaço de trabalho onde possa aplicar os conhecimentos desta área que tenho vindo a adquirir, razão pela qual publico este post.
Gostaria de, numa entrevista pessoal, poder prestar outras informações que penso serem relevantes para a minha candidatura. Posso ser contactada através do e-mail: leonorcost@hotmail.com.
Agradeço antecipadamente a atenção que me possam dispensar, apresento os melhores cumprimentos,
.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O dia normal de um bibliotecário !




Os bibliotecários divulgam o seu trabalho no Youtube. Vejam os exemplos em baixo.





Até breve,

domingo, 28 de junho de 2009

O bibliotecário escolar é um professor num espaço de ensino informal :

 






“O bibliotecário escolar é um professor num espaço de ensino informal”, faço esta afirmação para evidenciar o papel fundamental que um bibliotecário pode e deve ter no espaço escolar.
Considero a biblioteca como um espaço informal porque este é um local ao qual só se deslocam uma percentagem de alunos inscritos na escola e, na maioria dos casos, essa deslocação é voluntária.
Contudo, esta mobilização dos alunos é muito importante porque, diariamente, eles são incentivados a cumprir um conjunto de normas que permitirão uma maior integração social no presente e no futuro.
Aos alunos que frequentam a biblioteca escolar não é dada uma avaliação que figure nas pautas e que contribua para a avaliação curricular. A única avaliação a que estão sujeitos é quanto ao cumprimento das regras mínimas de boa educação.
A biblioteca escolar é o palco privilegiado para uma aculturação de valores sociais e um primeiro contacto com uma biblioteca, para que se consigam integrar mais facilmente nas outras bibliotecas de que vão necessitar no seu percurso de aprendizagem ao longo da vida.
Para além de uma consciencialização das normas sociais, os nossos alunos procuram as bibliotecas escolares como espaços de aprendizagem e de lazer. Cabe-nos a nós, bibliotecários, facultar os meios e os serviços que colmatem as suas necessidades, nomeadamente, prestando apoio na realização dos seus trabalhos escolares, nas suas pesquisas, nos meios existentes em livre acesso e nos recursos disponíveis na Internet.
Desde que sejam credíveis, todas as tipologias de documentos podem e devem ser utilizadas, independentemente do suporte em que se apresentem.
O profissional das Ciências da Documentação e da Informação, ou seja o bibliotecário, desempenha o papel de intermediário da informação, pois possui conhecimentos que permitem filtrar e legitimar essa mesma informação, que vai responder à necessidade de um determinado utilizador ou de um conjunto de utilizadores.
Assim, é cada vez mais importante o papel desempenhado por este género de profissionais pois, segundo alguns estudiosos afirmam, vivemos hoje numa sociedade cognitiva. O conhecimento é produzido mediante um acesso facilitado da informação.
A sociedade transformou-se. E com ela tudo mudou, nomeadamente as bibliotecas, estas eram, outrora, espaços fechados guardados a sete chaves por uma velha bibliotecária de óculos de tartaruga e carrapito, ou uma figura masculina com características semelhantes de austeridade. Actualmente são espaços privilegiados de convívio e inserção social.
Refiro-me aqui às bibliotecas que existem fisicamente, num dado local, tais como, as bibliotecas públicas e as escolares, entre outras. Há bibliotecas que se destinam mais a uma maior difusão da informação e menos a uma vertente física, sendo este o caso das bibliotecas digitais, acessíveis a partir de qualquer ponto do globo. (Neste artigo não me vou debruçar sobre este tema fica aqui o mote lançado para um futuro post).
Retomando o tema das bibliotecas escolares estas, tais como todas as outras, têm que se adaptar aos públicos que servem.
A minha experiência profissional incide sobre os alunos do 3º ciclo do ensino básico e secundário, ou seja, do 7º aos 12º anos de escolaridade. São jovens adultos ou adolescentes cujas idades vão, grosso modo, dos 12 até aos 21 anos de idade. Estas faixas etárias têm despertado menos interesse dos projectos lançados e dos estudos desenvolvidos, uma vez que estes têm privilegiado sobretudo as crianças do 1º ciclo do ensino básico. Mas tenho a sensação que este cenário poderá estar a mudar.
Em suma, retomo agora o tema lançado no título deste artigo: o bibliotecário escolar é um professor num espaço de ensino informal, na medida em que este deve fazer um acompanhamento dos trabalhos e estudos desenvolvidos pelos alunos de todos os graus de ensino, detendo assim um papel activo no processo educativo das escolas. No entanto, no quadro actual das escolas públicas, em Portugal, não está prevista a categoria de técnico superior bibliotecário, havendo apenas lugar ao professor coordenador da biblioteca, o que não é a mesma coisa. Assim, encontram-se em bibliotecas escolares, bibliotecários que não têm visto reconhecida a sua formação e que, por isso, se encontram integradas em carreiras e categorias administrativas.


"The school librarian is a teacher in an informal learning space", I say this to highlight the fundamental role that a librarian can and should have in the school. Consider the library as an informal space because this is a place to which only moving a percentage of students enrolled in school and, in most cases, this movement is voluntary.
However, this mobilization of students is very important because, every day, they are encouraged to meet a set of standards that allow for greater social integration in the present and in the future.
Students who attend the school library is not given an evaluation are included on the agendas and contributing to curriculum evaluation. The only assessment that is a subject of compliance with the minimum standards for good education.
The school library is the privileged stage for an acculturation of social values and a first contact with a library, which is able to integrate more easily into other libraries that will need on your journey of lifelong learning.
In addition to an awareness of social norms, our students seek school libraries as learning spaces and of leisure. It is up to us, librarians, and provides the means to remedy service’s needs, including providing support in achieving their school, in their research, the means available in free access and resources available on the Internet.
Since they are credible, all types of documents can and should be used, regardless of the medium in which they arise.
The Professional Science Documentation and Information, i.e the librarian, plays an intermediary role of information, as it has knowledge that allow you to filter and legitimize the same information, which will address the need for a specific user or set of users .
Thus, it is increasingly important role played by this kind of professionals because according to some scholars argue that we now live in a knowledge society. Knowledge is produced through easy access of information.
The society has become. And with it all changed, including the libraries, these were formerly, enclosed guarded by an old librarian tortoiseshell glasses and bun, or a male figure with similar austerity. Currently it is privileged spaces of conviviality and social inclusion.
I refer here to the libraries that exist physically in a given location, such as public libraries and schools, among others. There are libraries that are meant more for greater dissemination of information and less a physical aspect, this being the case of digital libraries, accessible from anywhere in the world. (In this article I will not dwell on this subject here is the theme released for a future post).
Taking up the theme of these school libraries, such as all others, have to adapt to the public they serve.
My professional experience focuses on students of the 3rd cycle of basic and secondary education, from the 7th to 12th grades. Are young adults or adolescents whose ages ranging roughly from 12 to 21 years old. These age groups have aroused less interest in projects initiated and studies developed, since these are particularly privileged children of the 1st cycle of basic education. But I have a feeling that this scenario may be changing.
In short, I return now the subject released the title of this article: the school librarian is a teacher in an area of informal education, in that it should do a follow up of works and studies developed by students at all levels of education, and thus holds an active role in the educational process of the school. However, in the current framework of public schools in Portugal, is not expected to category superior technical librarian, and only place the teacher coordinator of the library, which is not the same thing. Thus, libraries can be found in schools, librarians are not recognized since their formation and, therefore, are integrated in rows and administrative classes.

Até já / See you soon

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