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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bibliotequices / Library Gossip: A Primeira edição de / The First Edition of “Os Lusíadas”



 


Hoje, na já habitual rúbrica bibliotequices venho vos mostrar um artigo que encontrei no jornal o Público e que fala sobre a primeira edição de os Lusíadas:

O centro de investigação Harry Ransom da Universidade do Texas em Austin possui um dos raros exemplares da primeira edição de Os Lusíadas, impressa em 1572, em Lisboa. Camonianos defendem que este exemplar pertenceu ao poeta português, sendo por isso conhecido como o “de Camões”.


 

Today, at the now customary rubric Library Gossip I come to show you an article I found in a portuguese newspaper “O Público” that talk’s about the first edition of the Lusíadas:

The
Harry Ransom Research Center, University of Texas at Austin has one of the rare copies of the first edition of The Lusiads, printed in 1572, in Lisbon. Camonian argue that this copy belonged to the Portuguese poet, and is therefore known as the "of Camoes".

 

Ler e examinar um dos raros exemplares sobreviventes da primeira edição de Os Lusíadas – poema épico de Luís de Camões (1524?-1580) –, impressa em 1572, é uma cerimónia quase religiosa, como se tivéssemos ido parar a uma cena do filme O Nome da Rosa.
Esta experiência pode ser realizada no Harry Ransom Center (HRC), Centro de Investigação de Humanidades no campus da Universidade do Texas em Austin (UT Austin), onde se encontra o exemplar que dizem ter pertencido ao próprio Camões e é um dos mais importantes entre os 34 que existem espalhados por três continentes.
Antes mesmo de entrar no edifício do HRC, o visitante já tem, do lado de fora, uma ideia do incrível acervo que o edifício abriga. Nas fachadas de vidro estão impressas várias imagens – retratos de escritores e textos dactilografados – que evocam o arquivo. Lá dentro, na biblioteca, no segundo andar do edifício, quem quiser ver a primeira edição de Os Lusíadas tem de criar uma conta de investigação, na página Web do HRC, e assistir a um vídeo de dez minutos para aprender como se devem manusear livros raros e quais os procedimentos de segurança.
Qualquer pessoa pode ver a obra, mas estes requisitos são obrigatórios para se ter acesso à sala de visualização. É também recomendável contactar a instituição com 24 horas de antecedência, porque o livro está guardado num cofre.
Depois de feita a requisição da obra, uma das bibliotecárias aproxima-se, segurando com as duas mãos uma caixa vermelha de capa dura. Com muito cuidado desata os laços, abre a caixa, põe-na sobre a mesa, retira o livro e pousa-o sobre suportes revestidos de veludo. O visitante pode então folhear o livro, tentar ler as marginálias (comentários escritos à mão nas margens), com a ajuda de duas lupas, identificando as diferenças ortográficas em relação aos dias de hoje. Céu era ceo, muito era muy, e as palavras hoje terminadas em ão acabavam em am, por exemplo Não escrevia-se nam.
A experiência de ver o exemplar de Os Lusíadas, considerado o mais importante dos que existem por conter manuscritos de uma testemunha ocular da morte de Luís de Camões, é entendida por alguns como um mapa literário para regressar ao passado. A jornalista brasileira Heloísa Aruth Sturm, quando era estudante de mestrado na Universidade do Texas, em 2010, analisou este exemplar durante um semestre para a disciplina de História do Livro. Todos os alunos tinham de escolher um livro raro, analisá-lo e escrever um artigo académico. Interessada em literatura colonial, Heloísa soube desta cópia de Os Lusíadas através do seu orientador, Ivan Teixeira, investigador brasileiro e na altura professor na UT Austin. A aluna ia pelo menos uma vez por semana ao HRC para analisar Os Lusíadas. Tinha medo de danificar o livro, por isso usava sempre luvas para o folhear. Sentia-se “num convento em pleno século XVI”. A paranóia era tão grande, diz ela, que “às vezes, até tomava cuidado para não ficar respirando em cima do livro”.

A edição “de Camões”
No entanto, não são muitos os que vivem esta experiência literária de Heloísa. Richard W. Oram, curador de livros raros do Harry Ransom Center, desde 1991, diz que este exemplar de Os Lusíadas raramente é requisitado. Porém, a sua aquisição pela Universidade do Texas tem sido de extrema utilidade para produção académica mundial sobre a obra de Camões.
K. David Jackson, director dos estudos de Português, na Universidade de Yale, foi professor na Universidade do Texas em Austin, entre 1974 e 1993. Conta ao PÚBLICO, por e-mail, que a universidade já tinha adquirido o livro quando ele foi contratado por esta instituição texana. E quando deu um seminário no Harry Ransom Center usou o livro como recurso. Na altura, mostrou-o à filóloga italiana e especialista em literatura medieval portuguesa Luciana Stegagno Picchio (1920-2008) e “ela ficou fascinada” com os comentários escritos à mão nas margens do livro, a marginália. Em 2003, o investigador publicou um CD-ROM, Luís de Camões e a Primeira Edição d’Os Lusíadas, 1572, com 29 exemplares da primeira edição, de várias bibliotecas internacionais.
O trabalho foi apresentado na Fundação Luso-Americana, em Lisboa. Na introdução textual desse CD, K. David Jackson explica que este exemplar foi essencial e de extrema influência para a academia, por causa das suas qualidades raras, como o “comentário marginal assinado por frei Joseph Índio, padre do Sul da Índia, convertido ao cristianismo, que Camões deveria ter conhecido, que era pelo menos 30 anos mais velho do que ele, tendo chegado a Lisboa em 1501 com a frota de Cabral.” O que atesta a relação entre esse frei e Camões são os manuscritos nas margens nas primeiras páginas do volume. Todos estes dados levaram os investigadores a referir-se a este exemplar como "de Camões". Dizem que o poeta o teria consigo, quando frei Joseph o terá assistido no leito de morte.

“De Camões” para os Estados Unidos
Parte da marginália é em espanhol, incluindo traduções de palavras portuguesas. Este facto permitiu aos investigadores concluírem também que este exemplar pertenceu ao “Convento de Carmelitas Descalços de Guadalcázar”, em Espanha, da ordem a que pertencia frei Joseph Índio desde que chegou a Portugal. Tudo indica que o padre levou consigo o exemplar de Portugal para Espanha ainda no século XVI, logo após a morte de Camões, como explica K. David Jackson no CD-ROM. Diz ainda o investigador americano, no seu artigo de introdução ao CD-ROM, que no século XIX o livro chegou às mãos do diplomata britânico John Hookam Frere (1769-1846), em Sevilha, e, em 1812, foi doado para a Holland House, onde permaneceu durante mais de um século, com excepção de um empréstimo de curta duração a Sousa Botelho, morgado de Mateus, que o usou para preparar a sua própria edição de Os Lusíadas, publicada em Paris em 1817.
Foi na década de 1960 que o livro foi levado para os Estados Unidos, tendo-se então iniciado negociações para a sua compra pela Universidade do Texas. K. David Jackson conta-nos que em 1966 o poeta e dramaturgo português Jorge de Sena (1919-1978), na época professor de Literatura de Língua Portuguesa na Universidade de Wisconsin, apanhou o autocarro em Madison, Wisconsin, onde morava, e viajou durante cerca de 20 horas para chegar a Austin, capital do Texas, para avaliar o exemplar e dar consultoria aos curadores do HRC. No entanto, de acordo com os arquivos do HRC, a compra só se efectuou no dia 4 de Março de 1970. As negociações foram realizadas pelo comerciante de livros Lew David Feldman, da House of El Dieff, em Nova Iorque, com quem Harry Ransom, então presidente da UT Austin e director do HRC, negociava constantemente.
De acordo com o curador de livros raros do HRC, Richard W. Oram, não há muita informação sobre a compra deste exemplar. Parece também não haver muita documentação sobre o mesmo. O curador não sabe as razões pelas quais o livro foi adquirido pela Universidade do Texas. E lembra que não há ninguém actualmente no HRC que tenha estado relacionado com essa compra. Por isso especula que uma das razões para a aquisição deste exemplar possa ter sido o facto de a universidade ter muito dinheiro nessa altura. Além disso, lidavam com o tal comerciante de livros Lew David Feldman, conhecido de Harry Ransom. Os arquivos do HRC que correspondem à compra deste livro estão guardados em quatro caixas. Aí descobrimos que a obra de Camões custou à universidade um pouco mais de cem mil dólares, incluindo seguro e transporte, valor que corresponderia hoje a cerca de 600 mil dólares.

O dilema das duas edições
O exemplar adquirido pela Universidade do Texas tem sido de extrema relevância para os investigadores por ter ajudado a desmistificar as supostas duas edições de 1572. A pesquisa sobre os problemas associados à primeira edição tem-se estendido por mais de três séculos, escreve o investigador de língua e cultura portuguesa na Universidade de Yale K. David Jackson na introdução textual do CD-ROM.
Tudo começou em 1685, quando um grande comentarista de Os Lusíadas observou pela primeira vez que a imagem do pelicano no frontispício (ou folha de rosto) estava virada em alguns exemplares para o lado esquerdo do leitor, e em outros para o lado direito. Observações posteriores identificaram outras diferenças que pareciam estar associadas à posição do pelicano, como a leitura do sétimo verso da primeira estrofe, que começa “E entre” no caso do pelicano “à esquerda,” e “Entre” no caso do pelicano “à direita”. As duas edições ficaram conhecidas como “Ee” e “E”. O exemplar guardado no Harry Ransom Center classificar-se-ia como “E”. Mas K. David Jackson refere-se a estas duas edições como um mito que se fixou no imaginário português.
Desde então, vários investigadores têm-se dedicado a responder à questão: se há duas edições diferentes, duas impressões do mesmo impressor, ou ainda uma edição autêntica e outra falsa. Foi este exemplar adquirido pelo Harry Ransom Center, com capa de pergaminho e em excelente estado, que em 1976 deu início ao estudo comparado de 34 exemplares da primeira edição, levada a cabo por K. David Jackson, e que desafiaria posteriormente a hipótese de que a primeira versão impressa teria sido recomposta numa nova edição.
Conforme o artigo do investigador de Yale, “existem em cerca de um terço dos exemplares sobreviventes – em 12 dos 34 – variantes que representam a combinação, num único volume, de elementos normalmente associados a “E” ou “Ee”. K. David Jackson concluiu, no seu artigo “Luís de Camões e a Primeira Edição d’Os Lusíadas, 1572”, que os dois pelicanos, assim como “E” ou “Ee”, “não correspondem a edições na íntegra, mas sim a estados de impressão de Os Lusíadas em 1572”.
Dos 34 exemplares comparados, 12 estão em Portugal (um deles é um fac-símile), sete nos Estados Unidos, cinco no Brasil, dois em Espanha, quatro na Inglaterra, dois em França, um em Itália, e um na Alemanha. De acordo com o investigador, devem ainda existir outros exemplares em Portugal “em mãos de particulares”.
Conforme os escritos académicos de K. David Jackson, Os Lusíadas é o décimo sexto título publicado pela tipografia e o sexto em língua portuguesa. Foi impresso por António Gonçalves, que tinha oficina própria, em Lisboa, na Costa do Castelo.
Apesar de não ser muito usado, este volume pode ser de extrema valia para várias áreas de investigação. Afinal, como diz o historiador inglês Peter Burke, professor emérito em Cambridge, as marginálias funcionam como uma “evidência da recepção daquilo que o autor emite ao leitor.” Marginálias dos séculos XV e XVI são entendidas, por alguns investigadores, como a primeira forma de hipertexto, de narrativa não linear. Peter Burke defende que as marginálias expressam o que o leitor considera importante, aprova ou desaprova numa leitura.

 

In http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-edicao-texana-de-os-lusiadas--1614026

 



Tradução livre do artigo para inglês / Free article translation to english


Read and examine one of the few surviving copies of the first edition of The Lusiads – epic of Luís de Camões ( ? 1524 -1580 ) poem - printed in 1572, is almost a religious ceremony, as if we had ended up in a scene from the movie like The name of the Rose.


This experiment can be performed in the Harry Ransom Center (HRC), the Humanities Research Centre at the University of Texas at Austin (UT Austin), where the specimen said to have belonged to Camões own and is one of the most important among campus 34 that are scattered across three continents.


Before you even enter the building of the HRC, the visitor already has, from the outside, an idea of the incredible collection that building houses. In the glass facades are printed several pictures - portraits of writers and typescripts - evoking the file. Inside, the library on the second floor of the building, who want to see the first edition of The Lusiads must create an account research on the HRC website and watch a video of ten minutes to learn how it should handle books rare and which safety procedures.

Anyone can see the work, but these requirements are required to have access to the viewing room. We also recommend contacting the institution with 24 hours’ notice, because the book is stored in a safe.
Having made the requisition of the work, one of the librarians approaches, holding with both hands a red box hardcover. Carefully untie the laces, open the box, set it on the table, takes the book and lays it on coated stocks velvet . The visitor can then peruse the book , try to read the marginálias ( handwritten comments in the margins ) , with the help of magnifying glasses , identifying spelling differences compared to today . Céu (sky) was writing ceo, muito (very mutch) was wtriting  muy, and the words that today end in ão terminated in am, for example Não (No) was writing nam.
The experience of seeing the copy of The Lusiads, considered the most important of which are to contain manuscripts of an eyewitness to the death of Luís de Camões , is seen by some as a literary map to return to the past . The Brazilian journalist Heloise Aruth Sturm when he was a Master's student at the University of Texas in 2010, examined this copy for a semester to the discipline of History of the Book. All students had to choose a rare book, analyze it and write an academic article. Interested in colonial literature, knew of this copy of Heloise The Lusiads by your advisor, Ivan Teixeira, a Brazilian researcher and teacher at the time at UT Austin. The student went at least once a week to the HRC to analyze the Lusiads. I was afraid of damaging the book, so I always wore gloves to peruse. He felt "a convent in the sixteenth century." The paranoia was so great, she who "sometimes even was careful not to be breathing on the book" says .

The edition "Of Camões"
However, not many who live this literary experience Heloise. Richard W. Oram, curator of rare books from the Harry Ransom Center, since 1991 , says this copy of The Lusiads is rarely asked. However, its acquisition by the University of Texas has been extremely useful for global academic literature on the work of Camões.
K. David Jackson, Director of Studies of Portuguese at Yale University, was a professor at the University of Texas at Austin from 1974 to 1993. Regard to PUBLIC, by email, that the university had already purchased the book when he was hired by this Texas institution. And when he gave a seminar at the Harry Ransom Center used the book as a resource. At the time, showed it to the Italian philologist and expert on medieval English literature Luciana Stegagno Picchio (1920-2008) and "she was fascinated" with handwritten comments in the margins, the marginalia. In 2003 , the investigators published a CD- ROM, Camões and the First Edition of The Lusiads, 1572, with 29 copies of the first edition, several international libraries.
The work was presented at the Luso - American Foundation, Lisbon. In textual introduction of this CD , K. David Jackson explains that this specimen was essential and extremely influential to the gym because of his rare qualities , such as " marginal comment signed by Friar Joseph Indian, South Indian priest , converted to Christianity , who should have known Camões, that was at least 30 years older than him, having arrived in Lisbon in 1501 with Cabral's fleet . " attests to the relationship between this friar Camões and the manuscripts are the banks in the first pages of the volume. All this data led researchers refer to this example as "Camomile". They say that the poet would have you, when Friar Joseph will have assisted deathbed.

"Of Camões" to the United States
Part of marginalia is in Spanish, including translations of English words. This allowed the researchers also conclude that this specimen belonged to the "Convent of Discalced Carmelites of Guadalcázar" in Spain, the order to which he belonged Br Joseph Indian since arriving in Portugal. Everything indicates that the priest took with him the copy from Portugal to Spain still in the sixteenth century, shortly after the death of Camões, K. explains how David Jackson on CD - ROM. Still says American researcher, in his introductory article to the CD- ROM, which in the nineteenth century the book came at the hands of the British diplomat John Hookam Frere (1769-1846), Seville, and in 1812 was donated to Holland House, where it remained for over a century, with the exception of a short duration loan Sousa Botelho, Matthew Morgado, who used it to prepare its own edition of the Lusiads, published in Paris in 1817.
It was in 1960 that the book was brought to the United States, having entered into negotiations for its purchase by the University of Texas. K. David Jackson tells us that in 1966 the Portuguese poet and playwright Jorge de Sena (1919-1978), professor of literature at the time of Portuguese Language at the University of Wisconsin caught the bus in Madison, Wisconsin, where he lived and traveled for about 20 hours to get to Austin, capital of Texas, to evaluate the copy and give advice to the Trustees of the HRC. However, according to the files of the HRC, the purchase was only conducted on March 4, 1970. The negotiations were conducted by the book dealer Lew David Feldman, the House of El Dieff in New York, with whom Harry Ransom, then president of UT Austin and director of HRC, constantly negotiated.
According to the curator of rare books at HRC, Richard W. Oram, there is not much information about purchasing this original. It also seems there is not much documentation on it. The healer does not know why the book was acquired by the University of Texas. And remember that no one currently on the HRC who has been associated with this purchase. So speculates that one reason for the acquisition of this specimen may have been that the university have much money at that time. Moreover, dealing with such a book dealer Lew David Feldman, known Harry Ransom. The HRC files that match’s buy this book are stored in four boxes. There we discover that the work of Camões cost the university a little over a hundred thousand dollars, including insurance and freight value, which corresponds today to about $ 600,000.

The dilemma of the two editions
The copy acquired by the University of Texas has been extremely important for researchers to have helped demystify the alleged two editions of 1572. The research on problems related to the first edition has extended for more than three centuries, writes researcher Portuguese language and culture at Yale K. David Jackson in the textual introduction of the CD- ROM.
It all started in 1685 when a major commentator on The Lusiads first observed that the image of the pelican on the title page (or cover ) was turn in some copies to the left of the player , and the other to the right side . Subsequent observations have identified other differences that seemed to be associated with the position of the pelican, as reading the seventh verse of the first stanza , which begins " And among " the Pelican case " left " and " Enter " in the case of the Pelican " right " . The two issues become known as "Ee" and "E". The copy saved on Harry Ransom Center would classify as "E". But K. David Jackson refers to these two issues as a myth which stood in Portuguese imaginary.
Since then, several researchers have been dedicated to answering the question: if there are two different issues, two impressions of the same printer, or an authentic edition and another false. This piece was acquired by the Harry Ransom Center, with parchment cover and in excellent condition, which in 1976 initiated the comparative study of 34 copies of the first edition, conducted by K. David Jackson, and subsequently challenge the hypothesis that the first print have been recomposed on a new edition.
As the article investigator Yale, "there are about one third of surviving specimens - 12 for 34 - variants that represent the combination, in a single volume elements normally associated with "E"or "ee" . K. David Jackson concluded in her article "Luís de Camões and the First Edition of The Lusiads , 1572 ," that the two pelicans , as well as " E" or "Ee", " does not correspond to the full editions , but the states impression of the Lusiads in 1572. "Of the 34 samples compared, 12 are in Portugal (one of them is a facsimile), seven in the United States , five in Brazil , two in Spain , four in England, two in France , one in Italy and one in Germany . According to the researcher, there must still be other copies in Portugal "in private hands."
As the academic writings of K. David Jackson, The Lusiads is the sixteenth title published by typography and sixth in the Portuguese language. Was printed by António Gonçalves, who had own workshop in Lisbon at Costa do Castelo.
Although not widely used, this volume may be extremely valuable to various fields of research. After all, as the British historian Peter Burke, professor emeritus in Cambridge says the marginálias work as "evidence of the reception of what the author sends the reader. " Marginálias the fifteenth and sixteenth centuries are seen by some researchers as the first form hypertext, non-linear narrative. Peter Burke argues that marginálias express what the reader considers important or approve a reading.



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