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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Crónica de Ricardo de Araújo Pereira! / Chronicle of Ricardo Araújo Pereira! (um humorista português / a Portuguese humorist)


Imagem retirada da internet / Image taken from the Internet

Hoje trago ao blogue um artigo que recebi no meu correio electrónico da autoria de Ricardo Araújo Pereira, porque já o li várias vezes e já me ri muito com este texto, quis partilhar com vocês. Para quem não sabe Ricardo Araújo Pereira é um humorista português com um enorme talento porque tem um género de humor muito inteligente.
Segue-se o texto de que vos falo, primeiro na versão em português e depois uma tradução livre para inglês que tomei a liberdade de fazer, espero que se riam tanto como eu.


Today I bring to blog an article I received in my email authored by Ricardo Araújo Pereira, because I read it several times already and I laughed a lot with this text, I wanted to share with you. For those unaware Ricardo Araújo Pereira is a Portuguese comedian with a huge talent because it has a very clever kind of humor.
Following is the text of which I speak, first in the Portuguese version and then a free translation into English that I took the liberty of making, I hope you laugh as much as I did.




Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja.
Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»?
São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais.
Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos.
Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos.
Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora.
Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada.
O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes.
A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.
E já agora sobre o IKEA:
Uma senhora vai ao Ikea comprar um armário novo. Para que lhe saia mais barato, compra um em kit. Ao chegar a casa, monta-o e fica perfeito.
Nesse momento passa o comboio (ela mora junto à estação de comboios) e o armário desmonta-se todo.
Monta novamente o armário. E este volta a cair com o passar do comboio. À terceira tentativa falhada, telefona para a Ikea e exige a presença de um técnico.
O técnico chega, monta o armário e, quando passa o comboio, desmonta-se todo. O técnico monta novamente o armário, passa outro comboio e, armário novamente desmontado. Então, o técnico tem uma brilhante ideia:
Escute, minha senhora, eu vou montar novamente o armário, meto-me lá dentro e espero que passe o comboio para ver porque é que o armário se estás desmontar. E assim fez.
Nisto o marido entra no quarto e diz:
- Querida, que armário tão bonito! - e abre a porta. Ao ver o técnico da Ikea pergunta:
- O que é que você faz aí?
Este responde:
- Estou quase tentado a dizer-lhe que vim comer a sua mulher. Porque, se lhe digo que estou à espera do comboio, não vai acreditar.





I do not say that IKEA furniture is not cheap. What I say is that there are mobile. At the time of the purchase, is a puzzle. The question therefore is whether the IKEA sells cheap furniture or expensive puzzles. Customer problems begin at the IKEA store name.
It is said 'Iqueia' or 'to what I'? And is' the 'IKEA or' a 'IKEA'?
Are ambiguities that make me sick. Not knowing the correct pronunciation of the name of the store in which I find myself troubled me. And ignore the genre to which it belongs generates insecurity in me that I inferior to employees. I fear that they realize, for my behavior, which I believe to be in the "What to I ', when, for them, it is clear that I am in' Iqueia '.
The difficulties, however, are not merely semantic but also conceptual.
Everyone is convinced that IKEA sells cheap furniture, which is not exactly true. The IKEA sells piles of boards and screws sauces that if all goes well and God's help, after some effort they will become cheap furniture. It is a sort of Lego for adults.
A few days ago, I bought a piece of furniture in IKEA called Beast. I thought fit well with my personality. All the material that I needed and I had to take to the payment box weighed six hundred pounds.
The name of the best realized mobile. We must come to IKEA with a beast of burden to carry the stuff to the whole register.
This is one of my advices to customers of IKEA: do not go there without two or three mules. I carried with half a ton.
What spared on furniture spent the orthopedist. Right now, I am twelve and three shelves hernias. Of course there are positives: the planks are already cut, which is better than nothing. The IKEA does not require customers to go to the forest to cut trees, but sometimes feel that not be long for this to happen. In the near future, it is possible that, when buying a mobile, the customer receives an ax, a saw and a map of a particular forest in Sweden where IKEA has two or three oaks eye on it considers to have potential to become a table- bedside funny.
Moreover, there are problems of difficult solution. The furniture arrived I bought the house twice.
The team that brought the first part was not there to mount the second, and the team that brought the second refused to tamper with the work that had been started first. Result: The client paid two transports and two mounts and got a mobile incomplete. If a customer were any, I would not mind. But like me, annoys me a little. In a store that sells all the parts (which, incidentally, to fit well together) turns out to be ironic that the shuttle does not fit well in the assembly service. Idiosyncrasies of modern commerce. What to do then? Each customer will have their way of reacting. Mine is this: next time, paid with a check and all cut into small pieces with a roll of gummed tape and an instruction book. Deliver half the confetti a day and half in the other.
And the Swedes who assemble everything, if they want to receive.
And already now about IKEA:
A lady goes to Ikea to buy a new wardrobe. For him out cheaply, buy a kit. When you get home, it rides and looks great.
At that moment the train passes (she lives near the train station) and the entire cabinet dismantles.
Assemble the closet again. And this falls back over the train. In the third failed attempt, calls for Ikea and requires the presence of a technician.
The technician arrives, riding the closet, and when the train passes, dismantle all. The technician assembles the cupboard again, and another train passes, closet again disassembled. So the coach has a brilliant idea:
Listen, lady, I'll reassemble the cabinet, put me in there and hopefully pass the train to see why if you disassemble the cabinet. And so he did.
Herein the husband enters the room and says:
- Honey, that closet so cute! - And opens the door. Seeing the coach of Ikea asks:
- What do you do there?
This responds:
- I'm almost tempted to tell him that his wife came to eat. Because if you say I'm waiting for the train, you will not believe.


Até Já / See you soon


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