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terça-feira, 24 de abril de 2012

Poeta da Semana / Poet of the Week: Charles-Pierre Baudelaire (9/04/1821 – 31/08/1867)


Poeta da Semana / Poet of the Week: Charles-Pierre Baudelaire (9/04/1821 – 31/08/1867)

Retrato de Baudelaire - pintor Gustave Courbet, 1848. / Portrait of Baudelaire - painter Gustave Courbet, 1848.
Hoje lembrei-me de procurar poesia moderna e encontrei Charles-Pierre Baudelaire, considerado o pai da poesia moderna.
Escolhi um só poema, por motivos totalmente subjectivos. O poema que escolhi hoje podia ser bem diferente do que escolhia ontem ou escolheria amanhã.



Today I remembered to look for modern poetry and I found Charles-Pierre Baudelaire, considered the father of modern poetry.
I chose one poem, for totally subjective reasons. The poem I chose could be very different today than yesterday or tomorrow.


 

Luxo, calma e volúpia - pintura a óleo - Henri Matisse de 1904. Inspirada no poema de Charles Baudelaire Convite à Viagem.
Luxury, calm and voluptuousness - oil painting - by Henri Matisse from 1904. Inspired from the title of the poem L’Invitation au voyage, from Charles Baudelaire’s.
 Musée d'Orsay

Versão Original (Francês) / Original Version (French):
 
L'invitation au voyage
 
Mon enfant, ma soeur,
Songe à la douceur
D'aller là-bas vivre ensemble!
Aimer à loisir,
Aimer et mourir
Au pays qui te ressemble!
Les soleils mouillés
De ces ciels brouillés
Pour mon esprit ont les charmes
Si mystérieux
De tes traîtres yeux,
Brillant à travers leurs larmes.

Là, tout n'est qu'ordre et beauté,
Luxe, calme et volupté.

Des meubles luisants,
Polis par les ans,
Décoreraient notre chambre;
Les plus rares fleurs
Mêlant leurs odeurs
Aux vagues senteurs de l'ambre,
Les riches plafonds,
Les miroirs profonds,
La splendeur orientale,
Tout y parlerait
À l'âme en secret
Sa douce langue natale.

Là, tout n'est qu'ordre et beauté,
Luxe, calme et volupté.

Vois sur ces canaux
Dormir ces vaisseaux
Dont l'humeur est vagabonde;
C'est pour assouvir
Ton moindre désir
Qu'ils viennent du bout du monde.
— Les soleils couchants
Revêtent les champs,
Les canaux, la ville entière,
D'hyacinthe et d'or;
Le monde s'endort
Dans une chaude lumière.

Là, tout n'est qu'ordre et beauté,
Luxe, calme et volupté.
Charles Baudelaire



Versão em português / Portuguese version:

Convite à Viagem

Minha doce irmã,
Pensa na manhã
Em que iremos, numa viagem,
Amar a valer,
Amar e morrer
No país que é a tua imagem!
Os sóis orvalhados
Desses céus nublados
Para mim guardam o encanto
Misterioso e cruel
Desse olhar infiel
Brilhando através do pranto.

Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.

Os móveis polidos,
Pelos tempos idos,
Decorariam o ambiente;
As mais raras flores
Misturando odores
A um âmbar fluido e envolvente,
Tetos inauditos,
Cristais infinitos,
Toda uma pompa oriental,
Tudo aí à alma
Falaria em calma
Seu doce idioma natal.

Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.

Vê sobre os canais
Dormir junto aos cais
Barcos de humor vagabundo;
É para atender
Teu menor prazer
Que eles vêm do fim do mundo.
- Os sanguíneos poentes
Banham as vertentes,
Os canis, toda a cidade,
E em seu ouro os tece;
O mundo adormece
Na tépida luz que o invade.

Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.



Versão em inglês / English version:

Invitation to the Voyage

My child, my sister,
Think of the rapture
Of living together there!
Of loving at will,
Of loving till death,
In the land that is like you!
The misty sunlight
Of those cloudy skies
Has for my spirit the charms,
So mysterious,
Of your treacherous eyes,
Shining brightly through their tears.

There all is order and beauty,
Luxury, peace, and pleasure.

Gleaming furniture,
Polished by the years,
Will ornament our bedroom;
The rarest flowers
Mingling their fragrance
With the faint scent of amber,
The ornate ceilings,
The limpid mirrors,
The oriental splendor,
All would whisper there
Secretly to the soul
In its soft, native language.

There all is order and beauty,
Luxury, peace, and pleasure.

See on the canals
Those vessels sleeping.
Their mood is adventurous;
It's to satisfy
Your slightest desire
That they come from the ends of the earth.
— The setting suns
Adorn the fields,
The canals, the whole city,
With hyacinth and gold;
The world falls asleep
In a warm glow of light.

There all is order and beauty,
Luxury, peace, and pleasure.
— William Aggeler, The Flowers of Evil (Fresno, CA: Academy Library Guild, 1954)


Para ouvir / To listen:



 
Incentivo-vos a ler e interpretar poemas deste poeta e procurar saber mais sobre Quem foi Charles-Pierre Baudelaire? Porque é considerado o pai da poesia moderna? Saber um pouco mais é sempre bom.

Mas não dissequem a poesia. Procurem simplesmente senti-la e compreende-la à vossa maneira.


I encourage you to read and interpret poems of this poet and find out more about Who was Charles-Pierre Baudelaire? Because it is considered the father of modern poetry? Knowing more is always good.

But do not dissect poetry. Try just feel it and understand it to your way.

Até Já / See you soon

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