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terça-feira, 27 de março de 2012

Poesia da Semana / Poetry of the Week: Quando vier a Primavera / When it comes to Spring



"As flores florirão da mesma maneira / The flowers will flourish in the same manner"
Quando vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria

E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

[Quando vier a primavera], Alberto Caeiro - Pedro Lamares

[Quando vier a primavera,], Alberto Caeiro - Valdemar Santos


[Quando vier a primavera,], Alberto Caeiro - Filipe Vargas




[Quando vier a primavera,], Alberto Caeiro - Ingrid Fortez



[Quando vier a primavera,], Alberto Caeiro - Alexandre Silva 


Alberto Caeiro - "Quando vier a Primavera"




"E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. /And the trees will not be less green than last spring. "
    When the Spring comes
 
    When the Spring comes
     If I'm already dead,
    The flowers
will
flourish in the same manner
    And the trees will not be less green than last spring. 
    Reality does not need me.

    I feel a great joy
    To think that my death is of no importance

    If I knew I would die tomorrow
    And the spring was the day after tomorrow
    I die happy, because it was the day after tomorrow.
    If this is your time, when she had only come in his time?
    I like everything to be real and everything is right;
    And so it would be like because, even though I did not like.
   So if yI die now, die happy,
   Because everything is real and everything is right.

   Can pray latin on my coffin if you want.
   If you wish you can sing and dance round him.
   I have no preferences for when they can not have preferences.
   Whatever, when, will it be what it is.

                                                                                                    Alberto Caeiro, in "Poems inconjunct"
                                                                Heteronym Fernando Pessoa



Até Já / See you soon
 

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