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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma bibliotecária sem biblioteca

Uma bibliotecária sem biblioteca é como um jardim sem flores ... murcha.

Sou funcionária pública desde os 24 anos. Quando ingressei na administração pública tinha o 12º ano, um curso tecnológico de artes e ofícios, variante tecnologia têxtil. Andei alguns anos a investir nessa área, mas sem sucesso. Assim, quando vi que iria ser difícil singrar na actividade têxtil em Portugal, decidi enveredar por um outro caminho. Entrar para a administração pública pareceu-me um caminho certo e como tinha o 12º ano entrei como administrativa.
Um ano depois de entrar na administração pública, com 25 anos, ingressei na Faculdade de Letras de Lisboa, numa licenciatura em Linguística. A minha vocação para esta área era quase nula ou mesmo inexistente. Contudo tirei um ano desta licenciatura e apenas deixei uma cadeira para trás. No ano seguinte fiz novamente os exames nacionais e apesar de ter tirado um 18,4 na Nacional de História de Arte, não consegui ingressar na Licenciatura em História de Artes na Faculdade Nova de Lisboa. Tentei também fazê-lo por transferência, mas sem sucesso. Nesse mesmo ano entrei no ISCTE para tirar uma Licenciatura em História Moderna e Contemporânea, apesar da minha falta de bases em História consegui realizar a licenciatura em 4 anos (pré-Bolonha). Não tinha bases porque durante o secundário estudei sempre História de Artes, o último ano em que estudei história foi no 9º ano.
Quando conclui a Licenciatura tinha um vinculo na administração pública (tinha passado de Contrato Administrativo a Provimento a Contrato Individual de Trabalho) que não me permitia concorrer a concursos internos, só externos. Este tipo de concursos pouco abriam e nessa altura também me apercebi que uma licenciatura em História não abre muitas portas no mercado de trabalho.
Assim, durante um ano fui trabalhando, mas sem estudar.

Retemperei energias e em 2007 concorri a uma pós-graduação em Ciências Documentais, na Faculdade de Letras. Fiz as provas de selecção e consegui entrar. Em 2008, esta pós-graduação, devido ao acordo de Bolonha, passou a Mestrado. Em Junho de 2009, realizei a defesa da tese.

Estamos quase em Março de 2011, desde Setembro de 2010 que estou a morar em Trás-os-Montes e a minha situação profissional mantém-se. Sou uma assistente técnica e que não aplica os conhecimentos adquiridos em contexto de formação e com mestrado em Ciências Documentais.

Não há nada pior do que um trabalhador desmotivado.

Por agora passei a estar do lado do utilizador, contudo não perdi o bichinho que me ficou da formação.


Até já,

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