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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Porque é que as bibliotecas fecham?

Estamos em pleno século XXI, contudo as bibliotecas não adaptaram os seus horários à vida da comunidade em geral.
Existem diversas tipologias de bibliotecas. As bibliotecas escolares e universitárias destinam-se sobre tudo a um público-alvo endémico, o que é o mesmo que afirmar que estão, ou pretendem estar, vocacionadas para os alunos das instituições que as albergam. As bibliotecas digitais disponíveis na internet, 24 horas por dia e 7 dias por semana. E as bibliotecas municipais cujos utilizadores são mais diversificados, nomeadamente, no que se refere às idades e condição social, por exemplo crianças e jovens, população activa e pessoas reformadas.
É sobretudo a população activa que se debate com a questão dos horários. As pessoas que trabalham com horário regular, por exemplo das 9h às 17h ou 17h30, não têm disponibilidade para frequentar as bibliotecas municipais, durante o horário de trabalho e, no final da tarde, quando poderiam estar eventualmente interessadas em frequentar estes espaços de cultura fecham as suas portas. E aos Sábados e Domingos a maior parte das bibliotecas estão fechadas.
Podendo ser um espaço de cultura, gratuito e livre, tão útil para preencher o tempo das pessoas nesta época de crise e assim conquistar novos públicos. Na realidade quando realmente são úteis as bibliotecas estão fechadas à comunidade.
As bibliotecas digitais têm uma vertente muito apelativa, mas não conseguem, quanto a mim substituir o carácter lúdico e de convívio inerente às bibliotecas municipais.
As Bibliotecas Municipais deveriam adaptar os seus horários. Durante os dias da semana abrem as suas portas num horário semelhante ao das repartições públicas, podendo, assim, atrair sobretudo as pessoas reformadas e os jovens que tenham algum tempo livre, mas deixando os restantes potenciais utilizadores de fora, porque quem lá se poderia dirigir não tem horário para frequentar.
E assim desenvolvem-se um conjunto de actividades na biblioteca que não chegam ao público-alvo. As bibliotecas continuam de costas viradas para os utilizadores que tanto anseiam por frequentar os seus espaços.
Os utilizadores estão tão perto e simultaneamente tão longe.

Até já,




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