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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Leitores de e-books

Muito se tem falado e escrito sobre a morte anunciada do livro. Pessoalmente não acredito em prognósticos fatalistas e penso que os diferentes suportes são complementares. Haverá sempre pessoas que gostem do cheiro e do tacto do livro em formato de papel e outras com apetências por brinquedos mais tecnológicos que incluam mais potencialidades, tais como, o hipertexto.
Aos bibliotecários, mais do que discutir a relevância destes suportes, interessa definir os procedimentos a adoptar para adquirir estes novos meios e os cuidados a ter em conta.
Um desses leitores de e-books é o kindle 2 um leitor de livros electrónicos comercializado pela Amazon.com, nos Estados Unidos, por cerca de 359 dólares (258 euros) e não é comercializado, nem enviado para fora dos EUA. Este aparelho permite a leitura de livros de artigos de jornais, revistas, blogues, etc. Para além disso ligando a função text-to-speech pode-se ouvir o artigo pretendido e optar por uma voz feminina ou masculina, o que poderá favorecer o acesso aos livros a leitores com necessidades especiais.
Este aparelho também permite ao leitor comprar livros na loja online da Amazon, havendo também um conjunto de acessórios para o embelezar.
É também possível sincronizar o Kindel com o iphone.
Mas, este aparelho utiliza uma rede 3G – como a que é utilizada pelos telemóveis – para se ligar através de wireless à loja on-line da Amazon.com e transferir e actualizar os conteúdos. Esta ligação sem fios, para já, só funciona em território norte-americano.
A bateria do Kindle aguenta-se quatro dias se a função de rede sem fios estiver ligada e duas semanas se estiver desligada.
Neste momento já está em fase de estudo o Kindle DX, uma versão mais recente, tem um ecrã maior, a capacidade de armazenamento também é maior e permite a cópia de PDFs.
Há também o Sony Reader (disponível para venda em: http://www.sonystyle.com/webapp/wcs/stores/servlet/CategoryDisplay?catalogId=10551&storeId=10151&categoryId=8198552921644523779&SR=nav:shop:mp3_portable_elec:portable_reader:sscatalogId=10551&storeId=10151&categoryId=8198552921644523779&SR=nav:shop:mp3_portable_elec:portable_reader:ss) este já está disponível para território português, mas não é tão evoluído.
Provavelmente quando se massificarem os e-book readers poderão ser um fenómeno semelhante ao dos telemóveis. Inicialmente os modelos também eram um pouco primários, hoje já há para todos os gostos e feitios. E o preço, devido à massificação do produto, também baixou.
Por isso é necessário estar atento a estes novos desafios e simultaneamente oportunidades que podem surgir com a massificação dos e-book reader.
Por exemplo, na cidade de Phoenix, existem já bibliotecas locais que criaram e disponibilizaram um catálogo digital que conta com mais de 50.000 e-books, audiobooks, músicas e vídeos que podem ser reproduzidos em qualquer local, bastando para tal ser detentor de um cartão de biblioteca, de acesso à Web e de instalar algum software do qual se faz facilmente o download.
Os ficheiros permanecem no computador do utilizador por um período que pode ir de 1 a 3 semanas – dependendo da biblioteca e do título – antes de desaparecerem, poupando ao leitor o trabalho de uma deslocação física à biblioteca. Se o título que pretende não estiver disponível, pode registá-lo para ficar em lista de espera e descarregar mais tarde.
Este género de iniciativa, para além de contribuir para que as bibliotecas estejam a par dos novos avanços tecnológicos, representa simultaneamente uma outra vantagem na rentabilização do espaço. Este é um problema com o qual se debatem actualmente muitas bibliotecas. Desta forma, ter todos estes títulos, em diversos suportes, que não ocupam lugar nas prateleiras e que estão sempre disponíveis, pode contribuir para torna as bibliotecas mais atractivas e funcionais.
Mas, estes desafios, também introduzem exigências adicionais ao bibliotecário, na medida em que obrigam este a estar a par dos desenvolvimentos tecnológicos que, neste campo, se vão fazendo. E a dispor de ferramentas de hardware e software que lhe permitam transformar certos documentos, de interesse puramente local existentes em papel, em outros suportes de mais ampla divulgação.
Sendo assim, é necessário começar a equacionar o futuro dos serviços a disponibilizar, mais do que o futuro do livro.

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